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sábado, 28 de abril de 2018

Atividade Produção de Texto - Parágrafo de Intervenção

Na proposta de intervenção dos textos dissertativo-argumentativos é muito comum que não saibamos exatamente que elementos colocar e como faze-lo de maneira organizada.

Preparei esta atividade com meus alunos e foi bem produtivo. Eles puderam observar que nenhum elemento deste parágrafo é desnecessário.

Uma sugestão de professora é pedir que eles copiem o trecho no caderno (pelo menos um) para observar o espaço ocupado. Em geral, notam que precisam diminuir suas letras.

Quer dar suas dicas ou tirar dúvidas? @queldonega ou queldonega@gmail.com



ATIVIDADE

Retire de cada um dos parágrafos de  intervenções (selecionados de redações nota 1000) o que é solicitado – Utilize canetas coloridas, lápis de cor ou reescreva.


Retomada do tema
1. Ação – O QUE:
2. Agentes – QUEM:
3. De que maneira – COMO
4. Motivo – PARA QUE
5. Detalhamento – marque no texto com uma caneta marca texto.
6. Marque com um grifo todos os conectivos importantes.

Tendo em vista a desconstrução da herança etnocentrista, cabe à sociedade civil (desde estudiosos ativistas a familiares) incentivar o pluralismo e a tolerância religiosa, através de palestras e de núcleos culturais gratuitos em praças públicas. Por outro lado, são necessárias ações do Estado na defesa de festivais escolares afrobrasileiros e na reforma da grade curricular de História e de Sociologia, por meio da formação de comissões especiais na Câmara dos Deputados, com participação de especialistas na área de Educação, objetivando a uma educação mais aberta e democrática. Assim, será possível formar cidadãos que entendam, que respeitem e que se orgulhem de sua cultura.

Infere-se, portanto, que a intolerância religiosa é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra religião, a fim de atenuar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Ainda cabe à escola criar palestras sobre as religiões e suas histórias, visando a informar crianças e jovens sobre as diferenças religiosas no país, diminuindo, assim, o preconceito religioso. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os males da intolerância religiosa. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente, e criar um legado de que Brás Cubas pudesse se orgulhar.

A velocidade com a qual as redes virtuais foram inseridas em nossa sociedade ainda não permitiu que as pessoas assimilassem e reconhecessem os limites que separam o ambiente público do privado. Mediante esse descompasso, é importantíssimo que os governos incluam na agenda da universalização do acesso às redes, também ações educativas - palestras ou cursos - a fim de orientar os cidadãos, novos atores, sobre o que é e como funciona esse novo palco de relações. Atitudes como essa é que vão garantir, com dignidade, o acesso a esse mundo virtual de relações.

Portanto, a Lei Seca é importante para a redução do número de acidentes de trânsito. Porém, sua efetividade completa só ocorrerá com a mobilização da sociedade. Sendo assim, é preciso que o governo acrescente ao currículo escolar disciplinas como cidadania e segurança no tráfego, além de tornar mais rígidas as punições pelas transgressões e aumentar o número de postos de fiscalização. Ademais, deve-se fazer uma reforma no sistema de transportes públicos, aumentando o número desses nos horários noturnos e nas cidades periféricas. Dessa forma, será possível reduzir o número de mortes no trânsito e chegar a uma sociedade menos individualista.

Fica evidente a necessidade de ação para a mudança do atual contexto de desigualdades entre raças, que continua assolando o país. Portanto, o Ministério da Educação deve realizar a inserção de tópicos fundamentais no currículo escolar para a formação cidadã, de modo a introduzir o estudo da história dos povos africanos – essencial para o entendimento da construção sincretista brasileira – e também deve ser discutido nas aulas de Sociologia a importância do negro na sociedade e o seu legado cultural. Além disso, o Ministério da Cultura deve usar de seus recursos para ampliar o incentivo à produção artística afrodescendente, que por meio de discussões inovadoras e personagens diferenciados, promova a diversidade da cultura e a desconstrução da imagem estereotipada que difama o negro.

Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a respeito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteúdos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido. Além disso, ele deve multar as empresas publicitárias que não respeitarem suas determinações. Com esses atos, a publicidade infantil deixará de ser tão prejudicial e as crianças brasileiras poderão crescer e se desenvolver de forma mais saudável.


Produção

Terminou??? Ótimo! Que tal fazer um teste agora produzindo um parágrafo de intervenção seu, só seu!?
Você certamente já escreveu um texto dissertativo, então pode formular somente a intervenção, se não, pode escrever a dissertação completa e preocupar-se mais atentamente com o último parágrafo.
Veja como ficou a produção do Davi Henry (que está no 2º Ano).


Primeira versão
Visto isso, a melhor formar atualmente para que seja feito isto é através das PL’s (Projetos de lei) que auxiliam numa maior facilidade do cidadão de ter acesso à este tipo de material bélico de desejo pessoal.

Segunda versão
Visto isso, o Governo, através de pesquisas públicas, projetos de lei (PL’s) e também com debates, poderia criar uma maior facilidade de acesso a este tipo de material bélico para a população, sendo este utilizado especificamente para a defesa pessoal. Para que seja uma medida 100% efetiva, é necessário ainda que órgãos como as Polícias Federal e Militar e o Exército auxiliem como órgãos fiscalizadores. Assim, fazendo um país mais seguro.

Como ficaria uma terceira versão desse parágrafo? Que sugestões você faria?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Roteiro de abordagem para Chapeuzinho Amarelo - do Chico Buarque

1 Série a que se destina:
1º Ano – Ciclo II – Ensino Fundamental 2 Objetivos: Desenvolver as competências leitoras e escritoras de textos poéticos dentro da tipologia narrativa. Relacionar imagens e texto Perceber as características dos textos poéticos Relacionar título ao texto Perceber rimas e ritmo textuais Identificar o tema do texto 3 Conceitos explorados:
Linguagem poética (verso, estrofe, ritmo e rima) texto narrativo (situação inicial, conflito, clímax e situação final), elementos da narrativa (foco narrativo e personagens)
4 Reprodução do texto utilizado:
Chapeuzinho Amarelo – Chico Buarque
Era a Chapeuzinho Amarelo.
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa, não aparecia.
Não subia escada, nem descia.
Não estava resfriada, mas tossia.
Ouvia conto de fada, e estremecia.
Não brincava mais de nada, nem de amarelinha.
Tinha medo de trovão.
Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol, porque tinha medo da sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava sopa pra não ensopar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo.
Era a Chapeuzinho Amarelo…
E de todos os medos que tinha
O medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO.
Um LOBO que nunca se via,
que morava lá pra longe,
do outro lado da montanha,
num buraco da Alemanha,
cheio de teia de aranha,
numa terra tão estranha,
que vai ver que o tal do LOBO
nem existia.
Mesmo assim a Chapeuzinho
tinha cada vez mais medo do medo do medo
do medo de um dia encontrar um LOBO.
Um LOBO que não existia.
E Chapeuzinho amarelo,
de tanto pensar no LOBO,
de tanto sonhar com o LOBO,
de tanto esperar o LOBO,
um dia topou com ele
que era assim:
carão de LOBO,
olhão de LOBO,
jeitão de LOBO,
e principalmente um bocão
tão grande que era capaz de comer duas avós,
um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz…
e um chapéu de sobremesa.
Mas o engraçado é que,
assim que encontrou o LOBO,
a Chapeuzinho Amarelo
foi perdendo aquele medo:
o medo do medo do medo do medo que tinha do LOBO.
Foi ficando só com um pouco de medo daquele lobo.
Depois acabou o medo e ela ficou só com o lobo.
O lobo ficou chateado de ver aquela menina
olhando pra cara dele,
só que sem o medo dele.
Ficou mesmo envergonhado, triste, murcho e branco-azedo,
porque um lobo, tirado o medo, é um arremedo de lobo.
É feito um lobo sem pelo.
Um lobo pelado.
O lobo ficou chateado.
Ele gritou: sou um LOBO!
Mas a Chapeuzinho, nada.
E ele gritou: EU SOU UM LOBO!!!
E a Chapeuzinho deu risada.
E ele berrou: EU SOU UM LOBO!!!!!!!!!!
Chapeuzinho, já meio enjoada,
com vontade de brincar de outra coisa.
Ele então gritou bem forte aquele seu nome de LOBO
umas vinte e cinco vezes,
que era pro medo ir voltando e a menininha saber
com quem não estava falando:
LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO
Aí, Chapeuzinho encheu e disse:
"Pára assim! Agora! Já! Do jeito que você tá!"
E o lobo parado assim, do jeito que o lobo estava, já não era mais um LO-BO.
Era um BO-LO.
Um bolo de lobo fofo, tremendo que nem pudim, com medo de Chapeuzim.
Com medo de ser comido, com vela e tudo, inteirim.
Chapeuzinho não comeu aquele bolo de lobo,
porque sempre preferiu de chocolate.
Aliás, ela agora come de tudo, menos sola de sapato.
Não tem mais medo de chuva, nem foge de carrapato.
Cai, levanta, se machuca, vai à praia, entra no mato,
Trepa em árvore, rouba fruta, depois joga amarelinha,
com o primo da vizinha, com a filha do jornaleiro,
com a sobrinha da madrinha
e o neto do sapateiro.
Mesmo quando está sozinha, inventa uma brincadeira.
E transforma em companheiro cada medo que ela tinha:
O raio virou orrái;
barata é tabará;
a bruxa virou xabru;
e o diabo é bodiá.
FIM
(Ah, outros companheiros da Chapeuzinho Amarelo:
o Gãodra, a Jacoru,
o Barãotu, o Pão Bichôpa…
e todos os tronsmons).
5 Descrição da proposta: Esta proposta visa trabalhar a narratividade presente nos textos poéticos, estabelecendo uma relação intertextual entre os textos “Chapeuzinho Vermelho” e “Chapeuzinho Amarelo”. 6 Explicação das estratégias a serem utilizadas para o desenvolvimento da proposta: a. Reconstrução da História da Chapeuzinho Vermelho oralmente com os alunos. b. Distribuição de cópia do poema (ou reprodução dele no datashow) para que os alunos possam acompanhar a leitura c. Leitura do poema em voz alta, com intervenção do professor com perguntas como: “Por que será que este chapéu é amarelo e não vermelho?”, “Em que pensamos quando vemos a cor amarela?”... etc (nesse momento é bom que o professor esteja com o livro mesmo, sei da dificuldade que é ter o livro, mas ele custa cerca de R$25,00 e é uma obra prima da literatura infantil) d. Exploração dos medos das crianças “porque ela tinha tanto medo e do que?”... “porque o lobo fica chateado?” e. Reprodução (quando possível) das imagens que compõem o livro, ou mostragem do livro. f. Reconstrução da narrativa, com os alunos. Buscando responder: Quem? Onde? Quando? Como? Por quê? g. Destacar para os alunos a estrutura poética do poema, relembrando os conceitos de verso, estrofe e rima. h. Trabalhar algumas rimas do poema com os alunos. Observação
Sempre que trabalho este texto com meus alunos faço uma atividade de análise do texto e peço para que eles listem pelo menos 30 coisas de que já tiveram ou de que tem medo, dizendo quais os motivos dos seus medos. Em seguida, fazemos uma espécie de roda do medo em que vamos jogando os medos na roda e discutindo o porquê deles existirem e se há algo que justifique permanecer com medo deles. Por exemplo, eles concordam que não precisam ter medo de escuro, mas muitos acham que precisam ter medo da diretora da escola. Por fim, faço uma relação entre a Chapeuzinho Vermelho e o medo e a Chapeuzinho Amarelo.