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sábado, 5 de maio de 2018

Mapa Mental - Como ensinar? Como fazer?

Em geral, trabalhar a tipologia expositiva é bastante complicado, pois exige planejamento. Se você escolher adentrar a argumentação então, parece que os alunos não vão dar conta.

Daí a necessidade de se planejar atividades que demonstrem para os alunos que, a cada etapa, eles conseguem atingir seus objetivos e fazê-los seguir sem medo para as etapas seguintes.

Nesse processo, vou colocar 4 passos para adentrar a tipologia: Mapa Mental, Fichamento, Resumo e Resenha Crítica.

A primeira etapa que trabalho é sempre o Mapa Mental. Ele pode ser feito com absolutamente qualquer gênero, mas aqui vamos adotar o gênero expositivo-argumentativo.

Para fins pedagógicos, as competências desenvolvidas são estas:


Competências Básicas – observação durante a atividade
1-  Reconhecer num resumo ou esquema, em relação ao texto-base que lhe deu origem, recursos de sumarização.
Competências Operacionais – Serão avaliadas as marcações no texto-base
2- Selecionar de um texto-base os recursos de sumarização para elaboração de um resumo ou esquema.
Competência Global – Será avaliado o texto final
3. Elaborar  esquema de um texto base, usando os recursos de sumarização.

1º passo: MAPA MENTAL

Para acessar a apresentação em ppt desse conteúdo, clique aqui.

Se não quiser adotar o texto abaixo, você pode escolher qualquer um que faça referência aos conteúdos que estejam estudando em outras disciplina. O primeiro Mapa Mental produzido por meus alunos este ano foi de um texto midiático, disponível no youtube.


Para realizar a construção deste Mapa Mental, é importante que todas as fases sejam seguidas, garantindo que todos os alunos sejam capazes de anotar as informações importante de maneira organizada.

a. Informe aos alunos que eles assistirão ao vídeo completo, sem fazer nenhuma anotação (como ele é curto, dá pra passar várias vezes durante a mesma atividade). Esta estratégia foi adotada porque o professor fala muito rápido, mas as informações são todas relevantes.

b. Entregue folhas brancas
    Discuta com os alunos acerca da construção do mapa e peça para que coloquem o título - mais ou menos centralizado na parte superior da folha - Alguns alunos podem querer fazer o mapa na horizontal, não há problemas.
     Como eles já viram o vídeo, devem ter observado que embora pareça que o mapa vai se dividir em dois tópicos, eles precisam deixar espaço para um terceiro, que é um desdobramento do darwinismo. Atente-os para isso, para que não seja necessário começar novamente e para que não façam conexões erradas no mapa.
    Uma outra dica é pedir que anotem as informações de cada um dos tópicos com cores de caneta diferentes. Nesse caso, 3 cores serão necessárias.

c. O passo seguinte é organizar cada uma das informações de forma sucinta.
    Eles podem usar símbolos (+ - = % etc.) para que o mapa fique o mais decifrável possível e devem conectar cada nova informação com uma seta ou uma linha.

d. Podem surgir dúvidas sobre onde colocar o Neodarwinismo. Trabalhe com a questão da progressão textual e oriente-os a perceber que o próprio nome já indica que foi desenvolvido a partir de Darwin, logo, dali é que será retirado outro seguimento.

e. Finalizado o mapa, demonstre para os alunos como é possível produzir uma frase completa sobre cada um dos tópicos, apenas utilizando as palavras-chave que foram adicionadas por eles. Você pode até construir uma frase no quadro para demonstrar que o mapa mental é um ótimo recurso para se produzir um resumo. Demonstre a necessidade dos conectivos.

Adiciono aqui um modelo do Mapa Mental proposto para facilitar o seu trabalho :D



Quer discutir essa questão, tem dúvidas ou dicas? @queldonega ou queldonega@gmail.com

terça-feira, 7 de junho de 2011

Atividade de Leitura e Interpretação II

Aos 80 anos, japonês faz vestibular no PR

O imigrante japonês Takeshi Nojima, 80, é o mais velho candidato ao vestibular da Universidade F

ederal do Paraná, marcado para o final do mês. Nojima, que veio para o Brasil em 1924, aos 11 anos, é candidato ao curso de medicina.

Para conseguir a vaga, dedica todo dia aos estudos. E terá, no vestibular, a companhia do neto Elton, 20, que prestará administração.

O imigrante foi obrigado a abandonar aos 15 anos projeto de ser médico. Ele deixou os estudos por causa de uma doença do pai. Vendeu tomates, criou bicho-da-seda e foi dono de mercearia.

Só no início de 1994 voltou a estudar, com o apoio da família e da mulher Vera, uma professora universitária de 48 anos.

Da convivência na sala de aula com a geração de sete netos – ele tem dez –, Nojima guarda momentos interessantes. “Em maio, quando completou 80 anos, ele voltou para casa satisfeita dizendo que, pela primeira vez, um coral tinha cantado parabéns para ele na sala”, afirmou Vera.

Mesmo tendo uma idade na qual a maioria das pessoas já está acomodada, Nojima diz que só agora pode perseguir o sonho de ser médico, que alimenta desde criança.

“Até o final de 93, cumpri minhas obrigações de filho e de pai. Agora resolvi buscar meu sonho”.

1) Em que Universidade o senhor Takeshi pretende ingressar e que curso ele deseja fazer? (0,2)


2) O texto cita outra pessoa que também vai participar do vestibular. Como ele se chama? (0,2)

a) Vera b) Nojima c) Takeshi d) Elton


3) Por que o imigrante abandonou os estudos quando tinha 15 anos? (0,2)

4) O texto cita um fato que aconteceu na sala de aula e que deixou o senhor Takeshi muito satisfeito. Que fato foi esse? (0,2)

5) O texto relata um sonho que o senhor Takeshi queria realizar. Qual é esse sonho e desde quando ele tenta realizá-lo? (0,2)

6) Se o senhor citado no texto tivesse aproximadamente 18 anos, certamente o que ele está tentando fazer não viraria notícia de jornal. Por quê? (0,2)

7) O que você acha da decisão do senhor Takeshi? Justifique sua resposta. (0,2)

8) Escreva em algumas linhas pelo menos três razões para que as pessoas não parem de estudar. (0,3)

9) O que esta reportagem nos ensina? (0,3)


Leia o texto abaixo e responda às questões abaixo:

O HOMEM TROCADO

Luis Fernando Veríssimo

O homem acorda da anestezia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermera do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.

- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.

- Eu estava com medo desta operação...

- Por quê? Não havia risco nenhum.

- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...

E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera esplicar o nascimento de um bebê chinês.

- E o meu nome? Outro engano.

- Seu nome não é Lírio?

- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...

Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na univercidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?

- Eu não tenho telefone!

Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

- Por quê?

- Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:

- O senhor está desenganado.

Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

- Se você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

- Apendicite? - perguntou, hesitante.

- É. A operação era para tirar o apêndice.

- Não era para trocar de sexo?

10. O texto tem como tema principal: (0,2)

a) a conversa entre um paciente e uma enfermeira

b) uma cirurgia de troca de sexo

c) um homem cuja vida é recheada de enganos

d) um homem que deveria se chamar Lauro, mas se chama Lírio

11. O narrador deixa claro em determinado momento que estava com medo da cirurgia. Que fatos de sua vida justificam essa preocupação? (0,3)

12. Há no texto 4 palavras escritas de forma incorreta. Sublinhe-as e as escreva corretamente: (0,4)

a) ______________________________

b) ______________________________

c) ______________________________

d) ______________________________

13. O texto termina com uma pergunta. Qual a intenção do autor ao não responder a essa pergunta? (0,3)

14) Por que o narrador afirma ter tido “uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer: - O senhor está desenganado”? Por que ele sentiria isso? (0,2)

15) Por que o título do texto é “O homem trocado”? Explique com elementos do texto. (0,3)

16) Para você, a operação foi ou não bem sucedida? Explique: (0,3)

(Não tenho as referências bibliográficas)


Se precisar, me mande e-mail que envio a atividade configurada para impressão


bjks pedagógicas


Quel Donegá

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Indisciplina





A indisciplina sempre foi um tema discutido na escola, sendo geralmente atribuída à postura permissiva (ou evasiva) da família em relação à aprendizagem, aos aspectos relacionados ao relacionamento professor-aluno e ainda à questões de aprendizagem, já que os alunos que apresentam dificuldades cognitivas em geral tem um comportamento que busca mascarar isso.



Observa-se, por exemplo, que, quando a família não tem uma postura ativa e responsável diante das atividades escolares e extra-classe, o aluno reflete essa postura, esperando sempre que outro responda pelas suas ações e lhe dê aquilo que a família não proporcionou. Nesse sentido, caberia ao professor (ou à escola), então, se responsabilizar por todos os aspectos da aprendizagem do aluno?
O mesmo ocorre em relação aos déficits de aprendizagem. Apesar de sinalizarmos para a família que a aprendizagem não está ocorrendo de forma adequada ao nível escolar, os pais não procuram orientação médica ou psicopedagógica para amenizar os problemas. Como o sistema educacional não conta com profissionais capacitados para atender a esses casos, o atendimento de um psicopedagogo seria pago pela família. Mas isso seria possível em bairros nos quais as crianças ainda vão para escola para comer o lanche, ou são matriculadas em escolas selecionadas por oferecer leite ou não?
O fato é que, como não aprendem, a maioria dos alunos com déficit na aprendizagem acaba caindo na indisciplina, pois é a única forma que encontram de “aparecer” na sala de aula enquanto esconder suas dificuldades (dos colegas e do professor).

Apesar disso, nota-se ao longo dos alunos que os professores cuja relação com os alunos é mais estreita, com mais afetividade e responsabilidade, não têm muitas reclamações acerca da indisciplina, pois, em geral, resolvem esses problemas diretamente com os alunos, sem causar constrangimento ou problemas para si mesmo.
Assim, a indisciplina é sim um problema escolar, mas suas causas devem ser investigadas, afim de que os alunos sejam os principais beneficiados no processo de ensino-aprendizagem e não vítimas de um sistema educacional que tende à falência.