
6 Explicação das estratégias a serem utilizadas para o desenvolvimento da proposta:


A fome não dorme
nem deixa dormir o menino
cuja mãe também não dorme
com suas barrigas famintas
Ele arrisca dizer "tenho fome"
e com carinho a chama "mamãe"
ela responde serena
"dorme, querido, dorme"
Mas a fome é insistente
devora-os por dentro
o menino repete o pedido
e a mãe o seu apelo
Mas ao novo pedido do filho
gritam a dor e o desespero
"dorme, menino chato"
e ele silencia, em seu medo.
No cansaço da inanição
na fraqueza das fraquezas
dormem o sono dos injustiçados:
barriga vazia, coração em dor
Seus sofrimentos não ecoam
na próxima noite será tudo igual
porque a fome não dorme nunca
não cochila, não descansa
E enquanto a fome não dorme
é triste ver gente à mingua
à espreita da certeira morte
sonhando com um prato de comida....
(P) Arte
do
co (R) po
se
(L) imita
ao
(VÍ) cio.
E
(IN) verte
o
(NARC) ótico,
que se
(CON) verte
e
(MELH) ora
O tempo nada mais faz
Do que anuviar a dor
Esconder nossas velhas máscaras
E queimar nossas vergonhas.
A verdade, o que é?
Sei lá, mas se eu soubesse, saberia.
Quem faz tudo conforme o figurino
Vive a pseudoverdade que inventaram pra gente
Não refrata. Apenas reflete.
Não tem identidade
Não tem nada
E talvez, nem seja...
Se só somos dignos de amor e admiração quando usamos nossas malditas máscaras sociais, então não somos dignos.
Só porque decidi dizer certas verdades.

blablablashion!
Truco
O jogo estava posto
Baralho “sujo” não gosta não
Mas quando viu o seis virar
Tendo dois setes, paus e coração,
Não segurou o seu espanto
Piscou, disfarçando a sorte da mão
Tragédia
Era um romântico sem igual
E nele não havia lugar pra razão
Mas a menina, antes fenomenal,
Foi-se embora, deixou a ilusão
Ele a amava, coisa e tal
Mas tragédia sem fim seria ficar sem violão.
Indiferença? Não!
Tu pensas enquanto sentes
E sentes enquanto pensas
E por mais que te ausentes de corpo
Tua palavra é sempre presença
E por estar presente em mim
Te presenteio com a minha diferença