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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Raul fora da lei


Eu ando cansada dessa poesia que não engrandece
Se Raul Seixas estivesse vivo
Certamente riria do mundo
Riria da poesia medíocre e retrógrada
Que ainda hoje se cisma escrever

Enquanto eu me canso dessa poesia irreflexiva
Que somente prescreve o que deve ser feito
O poeta me diz “o certo é o errado e o errado é o certo”
E eu não tenho colírio nem uso óculos escuros
Atualmente estou cega, com uma visão enferrujada.

Minha poesia já não tem voz
E a vida alternativa é mito, utopia
Tudo que faço é controlado
Pelo sistema, pela crítica
Pelo meu chefe, minha mãe, pelo...

Tudo nesse mundo me lembra um carimbo
Se não for carimbado, registrado, com selo de qualidade
Não será lido, não será pensado
O que eu queria mesmo era fazer parte disso
Mas eu não posso, isso tudo não sou eu.

“Plut plat zum” eu estou me partindo
Mas não sem problema algum
mas é melhor assim
porque se eu parar...
eu juro
que não aguento...


Enquanto isso... Camila ri com seus olhos pequenos... Ri de mim!